COMPAIXÃO NATURAL – CNV

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Sabe aquele momento em que você se depara com as palavras que expressam perfeitamente os sentimentos e pensamentos que nunca foram expostos antes? Na verdade, não existia palavras para descrevê-los. Acessa lá dentro, na profundidade dos seus momentos de reflexão, são seus conteúdos secretos – e de repente vem à tona aquela sensação de alinhamento e preenchimento somente através de algumas linhas e palavras? A ficha cai!

Quando nos referimos a qualquer relacionamento, e destaco a importância de auto-relacionamento inicialmente, por mais que não percebamos, desejamos fornecer e compartilhar o melhor que existe dentro de cada um de nós. Mas o que acontece é que por vezes estragamos tudo confundindo o que observamos – em nós e nos outros – misturamos nossos sentimentos nas observações, acrescentamos nossas necessidades para realizar o  pedido final onde depositamos nossa expectativa de como as coisas devem ser. E ai de ser diferente do que elaborei na minha mente! Quanta cilada!

A compaixão natural – consigo mesmo e com o próximo – floresce a partir de conexões que fazemos quando nos entregamos de coração, mas conscientes dos nossos papéis e convictos de nossas deficiências. Tais deficiências são passiveis de “reajustes” através da linguagem que é capaz de libertar uma forma alienada de se comunicar e com isso possibilitar relacionamentos menos nocivos e mais compassivos. Menos julgamentos moralizadores! O trecho a seguir relata a importância de nos relacionarmos através de uma abordagem simples e eficiente de comunicação, porém, com ênfase na importância de discernir o que observo e o que classifico como certo ou errado, ação e reação, fato e interpretação. Dê uma olhada na importância desses versos:

Posso lidar com você me dizendo

O que eu fiz ou deixei de fazer.

E posso lidar com suas interpretações.

Mas, por favor, não misture as duas coisas.

 

Se você quer deixar qualquer assunto confuso,

Posso lhe dizer como fazer:

Misture o que eu faço

Com a maneira que você reage a isso.

 

Diga-me que você está decepcionada

Com as tarefas inacabadas que você vê,

Mas me chamar de “irresponsável”

Não é um modo de me motivar.

 

E me diga que fica magoada

Quando figo “não” às suas aproximações,

Mas me chamar de um homem “frígido”

Não vai melhorar suas chances.

 

Sim, posso lidar com você me dizendo

O que fiz ou deixei de fazer.

E posso lidar com suas interpretações.

Mas, por favor, não misture as duas coisas.

M. B. Rosenberg

Incluir no cotidiano este simples método de relacionamento e comunicação promove a compreensão de que somos responsáveis por nossos pensamentos, sentimentos e atos.

Gostou? Então fica a indicação para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do autor – Marshall B. Rosenberg – Comunicação Não Violenta.

Até a próxima!

 

 

 

VOCÊ TEM MOTIVOS PARA CONSTRUIR UM ANO NOVO?

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Janeiro é sempre assim: Muitas promessas, grandes projetos, vários planos, votos intermináveis, e um clima rico de garra, energia, positividade e novas perspectivas paira no ar, não é mesmo?

Na verdade, precisamos deste “ponta-pé inicial de reforma” para renovar os votos pessoais e tentar, pelo menos um pouco, diluir como um antídoto todo o reservatório de agentes nocivos acumulados nos últimos 365 dias dentro de nós. Quanta coisa aconteceu!

“Eu preciso fazer aquilo; preciso construir algo; preciso mudar” É uma promessa interior, como uma demonstração de respeito e recompensa a si mesmo, por mérito.

Mas já que eu mereço, porque não funciona na maioria das vezes?

“Ah-ra!” Então é agora que vem a boa notícia – ou má também se preferir. Não funciona e jamais funcionará por um pequeno grande detalhe: Como construir algo totalmente novo tendo uma base obsoleta, vulnerável e desconhecida?

Absolutamente nada transformará sua vida se o que estiver aí dentro for velho e empoeirado, encoberto por todos padrões de pensamentos que só lhe serviu para levá-lo até onde você está agora.

O balanço anual: Observe se possui clareza sobre tudo o que pôde conquistar no último ano, tudo o que aprendeu, tudo o que superou é tão importante quanto o desejo de mudança e conquista.

Comece revisando sua forma de pensar, agir e se relacionar mas sem deixar de atribuir o devido valor a sua bagagem. Afinal, se os resultados obtidos até o momento não são satisfatórios alguma coisa aí tem.

O que gostaria de mudar e porque? Lembre-se que o controle de sua vida sempre esteve em suas mãos, mas…

Nada disso poderá ser alcançado se você não acreditar em si mesmo e se nos primeiros obstáculos – que serão muitos – a desistência superar os motivos da construção.

Se deseja vislumbrar novos horizontes para 2016 terá que se arrincar trilhar novos caminhos agindo de maneira totalmente diferente a qual está habituado, começando por um voto de confiança em si mesmo.

Pense nisso =)

Até a próxima!

 

O EU COMO VERDADEIRO GESTOR

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Notavelmente existe um progresso que envolve a condição humana – é fato. Estamos num processo de constante amadurecimento, e superação sempre fez parte da natureza do homem.

Se rapidamente fizemos uma retrospectiva vamos nos lembrar de que – pelo menos – moralmente e intelectualmente evoluímos bastante. Ainda bem! Estes podem ser os dois aspectos que mais se diferenciam quando comparado ao homem primitivo.

Mudou também a percepção que tínhamos sobre nós mesmos. A busca por respostas é cada vez mais constante e até incontrolável. Podemos até dizer que se tornou um privilégio de poucos a possibilidade de efetivamente gerenciar a própria vida e sair do piloto automático.

Não basta mais gerenciar todas as inúmeras obrigações do cotidiano: despesas pessoais, da família e de carreira etc. A palavra de ordem agora é o gerenciamento das potencialidades psíquicas onde sobrevive mais e melhor aquele que é capaz de se adaptar as contingencias externas e internas; a oscilação de cenários que enfrentamos exige a ativação do “mega filtro” de estímulos estressantes e a periódica higienização mental.“gerir para sobreviver”.

É comum encontrar pessoas que almejam ter uma mente criativa e inovadora. Elas desejam pensar brilhantemente, fazer coisas novas e revolucionárias, sentem o desejo de criar algo novo, ser assertivos o suficiente para expressar suas ideias, mas como? Diante de tantas interferências e distrações, como conquistar novos patamares pessoais se nossas mentes estão tomadas por tantas coisas ruins que os afastam de aperfeiçoar o gerenciamento interior? Hora da limpeza geral! Faxina para organizar e descartar tudo o que não tem mais utilidade.

Comece observando detalhadamente
e com calma todas as reações em seu corpo. Um mapeamento de todas as reações físicas/emocionais que são percebidas é um dos pontos iniciais e de muita importância. Leve o tempo que fora preciso para este primeiro passo. Direcione sua energia e atenção para explorar outras possibilidades – elas sempre existem. Senso crítico e autodeterminação serão fundamentais para ajudá-lo a ter clareza sobre a descoberta e o apoderamento do gestor mental que sempre existiu ai dentro de você.

Imagine uma roda de conversa interna. Sendo os integrantes desta roda suas angústias, aversões, inseguranças, medos, fobias e tudo que o faz sentir mal – esta roda será conduzida pelo seu novo “Eu gestor interior”. Aderindo o questionamento da causa de suas existências, pergunte a eles: O que pode ser feito para abrandar estes sentimentos bloqueadores/limitadores? (Não permita se sentir ridículo por se imaginar fazendo esta parte, lembre-se: Sua mente é seu tesouro, seu bem mais valioso e cabe a você tomar as medidas para administrá-la, nem que seja por uma simples visualização).

Atente-se a qualidade dos pensamentos. É importante determinar períodos do dia para organizar os pensamentos e quantidade a que eles estarão ativos. Pensar mais tempo de forma otimista é um dos primeiros passos, assim como dizer a si mesmo: “Agora não é hora de pensar neste problema, no momento x eu pensarei sobre ele” e respeitar estes períodos com disciplina.

Essas são apenas algumas das primeiras ações que podem ser colocadas em prática com a necessidade apenas de sua disposição e dedicação. Conheça e eleja o Eu gestor que existe aí dentro de você.

Brinque com a dinâmica da sua psique, aos poucos, você habilitará novos recursos mentais, novos caminhos e maneiras de pensar, agir, sentir. O treino leva a familiaridade e a eficiência. Adote a forma leve e descontraída que o ajudará nos primeiros momentos.

Neste período tudo será novo e haverá grande resistência até que o seu gestor psíquico esteja atento a todas as armadilhas da mente e encontre as medidas para contorná-las no momento que sentir necessidade, depois, quando se deparar com situações difíceis, o “bloqueio” será feito automaticamente.

Até a próxima!

=)

Vou adorar ler suas sugestões e comentários. Novas conexões e interações são sempre bem vindas, sintam-se a vontade!

FELICIDADE DESPRETENSIOSA…

Dia desses, arriscando sair por aí sem pretexto, sem rumo, sem conceitos antecipados, pude encontrar algumas paisagens perfeitas e pessoas incríveis – cuidado, isso pode deixá-lo viciado em se sentir bem com muito pouco.

Como disse Denis Waitley “Ninguém pode ser conduzido à felicidade. Ela também não pode ser possuída, adquirida, exaurida ou consumida. A Felicidade é uma experiência espiritual de viver cada minuto com amor, graça e gratidão”.

É impressionante a nossa capacidade de enxergar – quando disposto e atento – sentir tantas coisas ao mesmo tempo.O poder da percepção, da entrega, do envolvimento com o momento só pode ser descrito por quem o vivência.

Sem cobrança antecipatória, sem taxas, sem programação prévia me surpreendi. Lilian Jardim é um exemplo das maravilhas que encontrei neste percurso. Sério, foi lindo.

O que perdi foram apenas algumas lágrimas que não resistiram e molharam o meu rosto ao presenciar tanta harmonia e beleza através de sua voz.

E você, já se sentiu assim meio que “sem querer” ? Conta pra mim? Vou adorar saber!

(Vídeo com um trechinho deste dia está lá página do Facebook – http://www.facebook.com/senhordesimesmo) 😉

 

ESTAMOS AQUI PRA ISSO MESMO

Por Jonathan Bonfim

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“Experimente ter novas opiniões, histórias para contar, novos motivos para sorrir, paixões, novos hobbies, novas filosofias, novos óculos pra enxergar a vida!”

Nós não nascemos prontos. No início, parecemos mais com saquinhos vazios que vai sendo preenchido e ganhando forma gradualmente. Nascemos totalmente “despreparados” e com o passar dos anos vamos descobrindo que a “preparação” muitas vezes só vem com o resultado dos riscos que assumimos, dos relacionamentos conturbados, da forma como enfrentamos os problemas do dia-a-dia, do reconhecimento de que algo precisa mudar. Chegar prontinho, completo e perfeito de fábrica deve ser chato e previsível demais, não é mesmo?

Nascemos totalmente livres de ideais limitadores, curiosos, e dispostos a preencher pouco a pouco todas as vazias lacunas, até então carentes de destreza, com o resultado dos tombos que levamos e de todas as pessoas que cruzam nossos caminhos e, de uma forma ou de outra, também nos ensinam.

De tombo em tombo, tropeços e recomeços – num pedaço qualquer de papel – vamos escrevendo a lápis nossa própria biografia. Aprimorando, experienciando, adquirindo novos significados, nos orgulhando de acertos e reconhecendo erros.

E é esse jogo de apagar, assoprar e reescrever que nos faz mudar. Sim, por mais que não percebamos e aceitemos, simplesmente deixamos de ser os mesmos que à meio minuto atrás, imagine então depois de anos de vida, de tantas histórias compartilhadas, de marcas e lembranças. As mudanças são inevitáveis e, por mais que nos assuste, ela é ao mesmo tempo fundamental para sustentar o fascínio pelo viver.

Viver se revela num constante processo cíclico que oscila entre experiências, amadurecimento e mudanças. O que é totalmente natural e ao mesmo tempo desafiador. Porque em teoria, abrir mão de conceitos obsoletos – aqueles que já não fazem mais o mínimo de sentido – e descobrir novos parece muito fácil, mas vida real, não é tão fácil assim. Criar novos modelos de ação e pensamentos requer dedicação e muita disciplina. Torna-se um exercício diário!

Mudar é um ato de amor consigo mesmo e com o próximo – um ato revigorante capaz de restaurar perspectivas – que certamente se inspirará com sua nova forma de pensar, agir e comportar-se, e por mais que no início possam te achar volúvel e estranho, com o passar do tempo, certamente você se tornará a referencia destas pessoas, e por isso perceberá o respeito e admiração delas.

Experimente ter novas opiniões, histórias para contar, novos motivos para sorrir, paixões, novos hobbies, novas filosofias, novos óculos pra enxergar a vida! Modele-se da maneira que pintar na telha, se não valer à pena, tudo bem, volte e recomece de novo por outro caminho, afinal, estamos aqui pra isso.

=P

Ósculos e Amplexos

MUDAR É RECICLAR-SE

Mudar é um ato de amor para o ser mais importante que existe nesse universo: Você mesmo. Sim, você mesmo que está ai lendo essas linhas do outro lado da tela.

Mudar representa a autocompaixão em ação. É abrir mão do velho e empoeirado que já não tem mais utilidade para o novo e restaurado.

Diferente do que muitos pensam, mudar não significa desvalorizar tudo o que possui ai dentro num ato de ingratidão, mas sim assumir que esse tudo precisa ser constantemente reciclado para que coisas novas possam entrar.

E é assim que vive-se a vida! Um constante descartar e agregar de idéias, autoconceitos, opiniões, comportamentos e tudo aquilo que, em determinado momento, deixa de ser útil e passa a te aprisionar no obsoleto.

Com muito humor, esse vídeo nos mostra as emoções que sentimos durante os 5 estágios da mudança. Dá só uma olhadinha e veja se você também já se pegou em algum momento dessa mesma forma.

Até mais!   =P

 

PORQUE ESTE ANO FOI SEU MAIOR PRESENTE?

Por Jonathan Bonfim

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Quando os últimos meses do ano se aproximam, notamos que paira no ar uma apreensão geral. Podemos até dividi-la em dois momentos: O primeiro seria o corre corre –  um desespero para fazer rápido, em apenas alguns dias, tudo aquilo que ficou procrastinado durante todo o ano. Impossível. E logo após percebermos isso, eis que surge então a decepção. Decepção por nada ter saído como foi planejado e com isso mergulhar no mar de culpa e impotência é tudo que nos resta fazer. Sem dúvidas, a sensação de que acabou o tempo e mais uma vez não foi possível vencer a listinha de objetivos é realmente muito ruim. Se você se sente assim, não se preocupe você não está sozinho, saiba que existem milhões de pessoas que também pensam e se sentem da mesma maneira que você. A boa notícia é que não ter alcançado as metas ideais para o ano, não significa que você seja um completo fracassado. Somos um projeto em infinita construção e este ano lhe proporcionou muito mais que apenas um check-list rabiscado.

É totalmente natural encontrar grandes obstáculos para alcançar as metas que elaboramos para o ano, mas este em especial, reservou grandes surpresas para todos nós. Problemas políticos, econômicos, sociais e desastres ambientais nos deixaram atordoados e nos obrigaram a recalcular rotas, reavaliar posicionamentos – estranho seria se tudo fosse muito simples, rápido e fácil, não é mesmo? Paralelo a todos os questionamentos sobre a natureza dos problemas e as eleições dos culpados no Brasil, surge à maximização do fenômeno da insatisfação do século XXI: Precisamos de mais. Temos uma sede incontrolável. Sede de autonomia, de conhecimento, de poder de decisão sobre as nossas próprias vidas. Todos os recursos, avanços tecnológicos e científicos, ainda não são suficientes. Agora encontrar o propósito de vida e ser uma pessoa autônoma de si mesma, inteiramente satisfeita com o trabalho, amigos e família se tornou mais importante do que apenas possuir um status. Para isso, dada as novas necessidades, surgem então os profissionais especializados em auxiliá-lo a sair do ponto “A” em direção ao ponto “B”. Mas seria o bastante?

Sentados na primeira fila, assistimos às olimpíadas da interminável disputa pela sobrevivência e sustentação das aparências. Autosabotagem, ressignificar, foco, resultado, crenças limitantes, propósito, mapas mentais e legado agora são alguns dos novos termos que ocupam nossos pensamentos diários. Todas as técnicas, abordagens, estratégias, ferramentas e os profissionais que auxiliam neste percurso propulsor de realização não devem ser desconsiderados.  Não parece sensato descartar anos de preparo e estudo de todas as descobertas cientificas que corroboram a eficácia dos métodos. Entretanto, existe alguns fatores latente aos holofotes, tão importantes quanto o “mata-mata” de metas pré estabelecidas para o ano.

A resposta pode estar exatamente no inesperado. Está tudo bem se você chegou ao final de mais um ano e ainda não fez a viagem dos sonhos por conta da economia do seu país, se você está insatisfeito com seu trabalho, se ainda não virou um empreendedor, se não conseguiu atingir o peso ideal, se sua conta bancária está no vermelho. Este ano você ganhou várias chances de aprender com seus erros e de criar oportunidades por conta dos erros das outras pessoas. De refletir, de observar o sol que continuou a brilhar mesmo com todas as nuvens negras que o tentavam ofuscar, e a cada amanhecer, você obteve uma nova chance de recomeçar e assim permanecerá dia após dia. É chegada a hora de botar o pé no freio e parar um minutinho para pensar: O que os acontecimentos que me impediram de realizar as metas que havia traçado para este ano me proporcionaram? Nesta resposta você poderá encontrar a maior conquista adquirida neste ano.

A vida é feita de estações. Momentos de espera, momentos de parada, momentos de partida.  Todos os acontecimentos – bons ou ruins – que as envolve durante o percurso é o que dá significado e importância ao viajante. Tudo aquilo que chamamos de problemas e empecilhos é o que na verdade enriquece a trajetória.  Comece pelo início, com apenas o suficiente que possa carregar durante as primeiras paradas, adote a substituição de hábitos e comportamentos simples, abrindo mão, esvaziando a bagagem para que depois possam entrar coisas novas.

Viver é um desatar de nós constante. Gradualmente vamos aprendendo com nossos erros, a constância é um fator determinante para fazer o fogo surgir entre duas varetas, e é assim também com as nossas vidas, a mudança só vem com a constância. Se orgulhe do que você já possui, da pessoa que você é hoje das intempéries da vida, pois, amanhã você já não será mais a mesma pessoa. Celebre por não ter acontecido com você todas aquelas coisas ruins que vemos na tv; Adote a paixão pela sua história, pela sua trajetória, por todos os obstáculos que surgiram –  este ano eles fizeram de você  uma pessoa melhor. A estabilidade não nos promove ela apenas nos mantém estagnados na ilusão de uma vida feliz e completa.

Leva-se tempo para construir grandes impérios, fazer mudanças significativas, transformar vidas, construir novos caminhos. Lembre-se: A estrutura deve ser forte o suficiente para suportar o todo que virá logo depois, então se dedique o tempo que for necessário – sem problemas se precisar mais de doze meses – para fortalecer a base das mudanças. Se o que possui hoje não lhe satisfaz mais este é o grande indício de que, mais cedo ou mais tarde, as coisas mudarão. E devem mudar! No entanto, por vezes nos esquecemos que ainda somos seres biológicos e falhos, e concordamos em pagar preços altos demais por promessas de alcançar os mais altos patamares, sendo que as próprias experiências e desafios da vida sempre tiveram o poder de nos impulsionar para cima sem cobrar altas taxas de juros.

O passado já se foi, o futuro ainda não existe, o presente é tudo que você possui neste momento e por isso ele é um presente.

Ósculos e Amplexos

REVIVA: VOCÊ OUVE A SUA VOZ?

Por Jonathan Bonfim

REVIVA: VOCÊ OUVE A SUA VOZ?

“A vida ganha forma simétrica e aparece numa linha tênue entre insanidade e lucidez. Quando foi que deixamos de dar ouvidos aos avisos dos nossos sentidos, sem antes considerá-los pejorativos?”

Algo instintivamente persiste em nos mover. A direção? É indiferente. Algo capaz de não permitir que qualquer que seja o estado – ou situação atual – permaneça da maneira que atualmente se encontra. Na maior parte das vezes é indescritível e oscilante, confunde a ordem dos fatores que poderia fazer algum sentido lógico e compreensível.  Confuso, mais parece um pedido de compaixão consigo mesmo e as interpretações são inúmeras. Não é superficial. É quase que desesperador. Por vezes se confunde, e outra se camufla dentre as distrações cotidianas e as opiniões distorcidas. Experimente ficar consigo mesmo em silêncio e você também poderá ouvir.

Não é claro, mas também não é obscuro. Representa alguma coisa que não se sabe ao certo, mas se uma vez descrito, ganha forma de ondas sonoras que parecem gritar lá no íntimo: “Chegou o momento. É chegada à hora!” Não dê ouvido à dúvida e ao pensamento contrário que certamente virá logo depois. Chegou à hora sim! Hora de não mais permanecer no envolvente torpor e as repetidas ações e comportamentos previsíveis de antes, mas lançar-se na arriscada incerteza e seguir em frente, porém, por caminhos diferentes.

Tudo ou nada, vida ou morte. Hora de abrir novos caminhos, desenhar novas rotas, redefinir destinos de chegada – novas paisagens só podem ser apreciadas com o trilhar de novas vias, que por decisão baseada em alguma coisa que hoje já não faz mais sentido, deixaram de tirar o fôlego e o encanto dos olhos.

A vida ganha forma simétrica e aparece numa linha tênue entre insanidade e lucidez. Quando foi que deixamos de dar ouvidos aos avisos dos nossos sentidos, sem considerá-los pejorativos? Encarcerados no porão da imensidão que compõe o Ser, deixa-se de conceder a importância dos sentidos que colaboram para desvendar os próprios mistérios e a incerteza de viver. Aliás, vive-se ou sobrevive-se?

Em que momento o nascer, crescer, aprender, viver tornou-se uma sobrecarga inviável e arriscada demais para se enfrentar? O desconhecido guarda grandes tesouros que são dignos daqueles que se permitem abrir mão do roteiro pronto e imposto por alguém que não merecia ouvidos, mas que teve êxito em deixar sua mensagem limitadora registrada no nosso íntimo.  Quando é que o conformismo foi incluso na relação de atribuições dos nossos heróis inspiradores?

Os mapas mentais elaboram um roteiro ideal, comportamentos e pensamentos padronizados para seguir em todas as ocasiões, entretanto, não serão que proporcionarão novas paisagens dignas de apreciação. Que possamos elaborar mais pensamentos e atitudes que correspondam às nossas verdadeiras expectativas de mundo, de realmente Ser, de Viver e não apenas sobreviver e, se não for pedir muito, que nós enfim consigamos: Parar um momento para nos ouvir mais vezes, e não mais transformar estas vozes numa ilusão que nos pede para realizar uma tarefa utópica demais para ser considerada atingível, mas sim uma oportunidade de despertar.

Desejo apenas que a sensibilidade e todos os sentidos que possuímos não se percam e que todos eles possam se transformar em combustível para trilhar novos caminhos – que agora dá a oportunidade de preencher com prazer e satisfação as páginas em branco do maravilhoso livro que descore nossas vidas.

Ósculos e Amplexos.

PENSAMENTOS E CRENÇAS: NÓS REALMENTE SOMOS OU APENAS ESTAMOS?

Por Jonathan Bonfim

SER E ESTAR

“Quanto seus pensamentos e crenças interferem na interpretação do Ser e Estar? Essas e outras distinções podem estar descritas naquelas letrinhas miúdas do contrato que assinamos sob a lente do desejo de poder, beleza e dinheiro.”

É por meandros habituais que muitas vezes não percebemos, mas com freqüência distorcemos a representação e aplicabilidade dos verbos SER e ESTAR, não é mesmo? Em teoria parece uma tarefa fácil de entender a distinção entre eles, mas na prática, mesmo sem querer, confundimos e acabamos por acreditar que ambos são interdependentes, sinônimos que se completam e correspondem a um único sentido.

De acordo com a neurociência nosso córtex pré-frontal é o responsável por nos proteger das informações falsas. Como um alarme, sua função é justamente duvidar e investigar a informação recebida, mas antes disso, por um pequeno período de tempo, é necessário acreditar na informação para avaliar sua veracidade – uma vez que seria impossível entender alguma coisa sem antes acreditar nela – nem que seja só por alguns milésimos de segundos. E é aí que mora o perigo! Já pensou se acreditássemos em todos os estímulos e informações que recebemos?

Entretanto, instintivamente, também possuímos a tendência de imaginar e acreditar na interpretação equivocada dos nossos pensamentos exagerados que, por sua vez, é considerado como a verdadeira realidade. Utilizando um exemplo tradicional para representar a diferença entre os dois termos teríamos: Pessoas que não possuem um diploma, um título, ou uma posição social, mas se saem muito melhor – nos quesitos competência, condução e desempenho – em comparação ao sujeito devidamente “preparado” e qualificado para tal.

Ser corresponde a gama de conteúdos intrínsecos, metaforicamente falando, mais parece um demonstrativo do que possuímos internamente, uma expressão do que compõem nosso Eu interior – caráter – personalidade – valores. Por sua vez, o Estar enquadra-se em estados – variáveis – que consequentemente podem ser alterados de acordo com o interesse ou a necessidade do momento, seja no ambiente familiar, corporativo, social e até político. E neste mesmo sentido como não recordar daquele velho ditado: “Diga-me com quem andas e te direi quem és!” Este nitidamente expressa e reforça o nosso hábito de confundir –  somos onde estamos. Mas porque isso acontece?

Alguns autores embasados em teorias sobre o pensamento e a inteligência, brilhantemente fazem algumas indagações que colocam em pauta esta crença: “Você acredita que o pensamento é real ou virtual?” Pense por um momento numa resposta. O que seria realidade considerando o pensamento – ser – estar?

Se acreditar que os pensamentos são reais (verdadeiros e coerentes) então qualquer pessoa poderia enxergar a realidade, a angústia, o sofrimento de todos os seres e indivíduos com os quais nos relacionamentos e um pensamento hipotético poderia se transformar em uma afirmativa. Agora, se considerarmos que os pensamentos são virtuais (incertos e subjetivos), este representaria a proximidade física entre duas pessoas, mas a exorbitante distância entre seus pensamentos e a incerteza entre a realidade e a suposição, o que faz mais sentido, não?

Mas a grande surpresa é que, sem perceber, nós acreditamos que nossos pensamentos correspondem à pura realidade. Sim. Acreditamos nisso e ainda reforçamos essa crença quando damos importância aos achismos, internalizando e transformando uma opinião duvidosa na verdadeira realidade do Eu.

A funcionalidade do córtex pré-frontal valida um potente recurso contra a absorção excessiva de informações “suspeitas”, assim como, os pensamentos (virtuais) estão muitas vezes compostos por uma sobrecarga de conteúdos nocivos à saúde psíquica, também não devem corresponder a realidade de modo a classificar a posição (estar) coerente com o ser (eu). Atuando  de forma harmoniosa, estes dois recursos podem colaborar diretamente no processamento do nosso raciocínio e no desempenho de todos os nossos papéis, de forma a contribuir para composição do verdadeiro Ser. 

Quanto seus pensamentos e crenças interferem na interpretação do Ser e Estar?

Essas e outras distinções podem estar descritas naquelas letrinhas miúdas do contrato que assinamos sob a lente do desejo de poder, beleza e dinheiro.

Ósculos e Amplexos.